21.12.11

conflito ocidente-oriente ou selvageria ideológica?


Perfil de conflito oriente-ocidente mascara violência de política e cultura desumana

Vladimir Putin é bem desses políticos que usam do ataque, seja qual for, legítimo ou não, para desviar a atenção dos seus críticos quando sabe que o erro está mesmo na raiz de sua conduta cruel e desumana. Após uma tumultuada eleição, contestada em toda parte pelos cidadãos russos – cujas manifestações são reprimidas sutil e eficazmente em todos os locais em que se realizam (Putim conseguiu a relação 1 para 1: para cada manifestante arrumou um agente policial e da maldita ex-KGB, presente e vigilante, num total de 50.000 capangas!), e a contestação legítima feita pelos EUA, em vez de demonstrar a tão esperada lisura em um já cambaleante processo de “democratização” da Rússia, Putin partiu esta semana (noticias de 15.12.2011) para o ataque. Acusou o governo americano, daquela nação que lhes deveria servir de exemplo por ser a maior e mais duradoura democracia do planeta, de ter apoiado o assassinato de um ditador, o malfadado tirano líbio. Antes de dar isso por mais uma farpa pontual entre poderosos, vale lembrar que por traz da peleja existe uma verdadeira guerra cultural, instigada ao extremo por forças políticas que perduram no poder por mais de 80 anos. Tudo com a cumplicidade de ex-pelegos do comunismo, no sentido de contrapor radicalmente ocidente e oriente. Apesar dos flagrantes interesses da classe burocrática estatal, a fundamentação teórica ainda é capitaneada por epígonos da intelectualidade marxista como o Sr Alexandre Duguin (vejam debate Olavo de Carvalho versus Duguin na internet...), que inacreditavelmente apela para “tradições” ortodoxas, para dar exemplo de autêntica “espiritualidade”.

Enquanto isso, em nosso próprio meio ocidental, um outro Vladimir, tupiniquim, valendo-se de cultura filosófica, Sr. Vladimir Safatle, demonstra ignorância, senão conveniência, para com o clima de hostilidade crescente no mundo, ao criticar duramente nossa cultura e espiritualidade, baseada nos valores cristãos. Enaltece a cultura e costumes do século V a.C. com relação a política e ao trato com os estrangeiros e falta com a verdade ao enaltecer a cordialidade dos gregos pré-socráticos com aos não nativos. O verdadeiro mérito foi posterior, a partir de Sócrates (século IV): ao fundamentar-se a moral pessoal, do ser agente, de um agir responsável, como melhor atitude para com o estrangeiro e claro, com o nosso próximo. O que levou aos excessos do controle estatal foi justamente a transferência dos autocontroles, pessoais, em nível de consciência, magistralmente evoluídos na tradição cristã, para controles externos, regulamentares e policialescos. O atual “sentimento de mal estar e sofrimento indefinido, denunciado por Freud”, provém do individualismo exacerbado do homem moderno que se fecha como sujeito auto-suficiente e interesseiro e, nessa condição pouco viável diante da complexidade das relações humanas, passa a enxergar no outro uma ameaça ao seu status quo. Como lacaniano, o professor de filosofia da USP deve conhecer muito bem as bases teóricas de Lacan que, como seguidor de Freud mais freudiano que o próprio pai da filosofia clínica, ao contrário de outras correntes mais flexíveis, queria explicar o comportamento humano como o de indivíduos hermeticamente fechados em seus próprios interesses pessoais, egocêntricos, travando diálogos de surdos com todos os demais, dados por externos e dicotômicos.

A fundamentação de tal diálogo não é de complementação e subsidiaridade, mas de rupturas entre o sujeito e o seu meio circundante, mormente hostil. Baseia-se, por exemplo, na teoria da linguagem de Suassure em que o uso de símbolos não visam remeter a uma realidade que possa superar a do sujeito pensante, realidade que procura representar, e sim de um significado que apenas se torna meio de entender o próprio significante, o sujeito que pensa e apenas por isso mesmo existe e compreende o mundo como uma espécie de extensão mecânica de si mesmo, como o observador das bactérias por traz de um microscópio curiosamente medindo a res extensa (sempre um metron quantitativo). Ou no estruturalismo de Strauss, em que a estrutura do real fica ossificada em colunas de regras consolidadas pela história em resposta inevitável às leis implacáveis da natureza animal e cosmológica... Nessa perspectiva o homem somente pode enxergar a cultura como uma construção hostil, modelada pelos cosmos ou por superestruturas do inconsciente que por sua vez modelam as pobres e indefesas consciências, tanto faz se do ocidente ou oriente.

Como um homem tão volúvel a forças não conscientes e determinísticas poderia construir as civilizações? Tal perfil nos parece ser mais uma herança do pessimismo de Schopenhauer do que uma leitura científica da realidade sócio-política em visão filosófica. A visão filosófica, anterior a científica, deve buscar uma explicação racional e coerente, universal, a partir das miríades de dados que vão chegando aos sentidos, convalidados pelo tribunal da experiência, não o contrário. Os dados das experiências clínicas dessa fase positivista da psicologia de Freud, Jung e Lacan são importantes e valiosos para se ter uma idéia da dimensão e complexidade dos inúmeros parâmetros de avaliação da psique humana, extraídos de fragmentos seletivos e muito localizados do comportamento humano. Mas na hora desses psiquiatras fazerem diagnósticos mais gerais e universais, ao tentarem fazê-lo por teorias reducionistas foram, bem dizer, desastrosos: quando não reduziam a vontade humana a desejos fálicos e destrutivos, transformam a cultura humana num emaranhado de desejos frustrados e delirantes, todos subjugados pelo “inconsciente”... mas, e se o mundo não é tão ruim assim?

A cultura é resultado de uma imensa teia de relações costuradas simbolicamente por cada individuo em ações conscientes, desde as primeiras e mais decisivas relações, que são as relações de integração e unidade, como do amor de mãe para filho...Se em tais relações prevalecesse a disputa e a frustração não teríamos sequer uma infância para lembrar. O poder pátrio tinha me jogado pela janela na primeira briga familiar. A construção da cultura, inclusive a religiosa, das mais importantes por fornecer os significados últimos, é resultante de uma prodigiosa rede de relações conhecidas e muitas também desconhecidas, porém altamente efetivas, que mudaram o mundo, como o contato de Moises com a “sacha ardente” no monte Sinai, culminando com a travessia do mar Vermelho. Diálogo é um exercício dialético, de tensão entre pólos opostos, onde o ser vai se manifestando em contraposição ao não ser. O significado, de dimensões infinitas, sempre terá mais o que “dizer” ao significante, o ente limitado. Os conteúdos de maior significado, herdados por inúmeras gerações, são os que carregam mais potência de ser. Então os significados vão ganhando força expressiva e transpondo mares de dor e violência, com a evolução da linguagem corporal e verbal, começando pelo afeto familiar, o cultivo das amizades, as orações e oblações, e evoluindo na construção de bagagem prática e teórica adquirida paulatinamente com as Revelações, mais ou menos compreensíveis, o magistério, a tradição, os mitos, liturgias, os discursos, a representação teatral, a literatura e tudo o mais.

Com o advento do Iluminismo, o cristianismo perdeu muito de sua proposta original, de tomada de consciência do homem como ser para si mesmo, para o outro e para o infinito. Criaram-se os instrumentais de controle, e a esdrúxula disciplina da “engenharia social”, que acabaram por piorar as coisas. Agora filósofos do social como o Sr. Safatle (e muito outros do núcleo uspiano), cansados de buscar soluções sociologizantes, inúteis e perigosas, para as difíceis relações humanas de hoje, limitam-se a aprofundar leituras criticas, perfis de relações focadas nas crises e vão buscar elementos saudosistas em atitudes pouco mais que meramente convencionais dos gregos antigos para com estrangeiros. Na prática, um dos melhores exemplos de trato com o estrangeiro veio da cultura hebraica, principalmente depois da difícil mas proveitosa experiência do exílio. Após o retorno a Israel, Isaias convida seu povo a receber o estrangeiro. “E aos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, sim, a esses os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração.” (Is 56, 6-7). A Igreja cristã tem por modelo algo ainda maior, o de apostolado, ordenado por Cristo: enviai-os por toda parte, dois a dois, e pregai o evangelho. É o cristão se fazendo estrangeiro, vivendo com estrangeiros e comungando com eles, na medida em que eles O recebem. E ainda antes disso, a condição prévia elementar na cultura cristã é o da práxis familiar, dado pelo belo exemplo da família de Nazaré, lá onde a psique do filho e de seus irmãos, o seu mais próximo, são trabalhadas conscientemente, agregando valores sem limites “sociais”, apesar de toda violência imposta por gregos e romanos. Assim como as famílias cristãs asiáticas de hoje o são por parte de orientais comunistas, islamitas e hindus. Com a cumplicidade de intelectuais obtusos.

Após a fase dissecação da alma pelos positivistas, há hoje uma corrente da ciência psicológica muito mais coerente e integrativa com a condição do ser humano, como a da logoterapia de Victor Frankl, que busca trazer sentido a existência, apesar de toda a violência cultural e política, prática ou teórica, de russos ou brasileiros (os dois países mais violentos do mundo). Disciplinas novas como ontologia, gestalt, autopoise, presença (presencing), valor compartilhado (shared value), algumas das quais enriquecidas por culturas orientais, podem ajudar a trazer de volta o sentido de unidade perdido com a fragmentação das disciplinas e a falsa universalidade marxista, desde que não se percam em especificidades e ideologias fúteis e mantenham a necessária busca da unidade entre conhecimento e consciência – uma boa definição mesma de Filosofia.

Oriente e ocidente devem se unir mantendo suas forças culturais. Seriam estrangeiros entre si se fazendo companheiros de uma mesma nave, unidas pelo seu Mentor, no embate pelos mares turvos do devir.

Murilo Carlo Muniz Veras

Dezembro de 2011.

Links:

http://sergyovitro.blogspot.com/2011/12/vladimir-safatle-valores-ocidentais.html

www.olavodecarvalho.org

Para saber mais dos últimos estudos sobre...:

.ontologia: tem um pequeno livro de Susana de Castro (ed. Zahar) que dá uma interessante retrospecto do tema. Para não se perder nas hetorodoxias da moda, como do processualismo de Whitehead (penúltima corrente apresentada), teria que ser complementado pela leitura de clássicos sobre a essência do ser como em Aristóteles, Tomas de Aquino, etc.

.gestalt: textos de Frankl, Moreno e Piaget. Entretanto este último deve ser visto com precaução

.autopoiese: artigos sobre sistemas biológicos e formação de consciência baseados em Maturama e Varela. Ressaltamos o aspecto autônomo dos entes biológicos que estes estudos trouxeram a tona.

.presença (presencing): trata-se de termo muito comum, mas de pouca atenção até recentemente. Um novo conceito vem ganhando espaço nas organizações americanas: presencing. Existe ate um Instituto com esse nome. Importa ressaltar, num contexto de tomada de consciência cristã, que toda referencia a esta atitude de consciência de algo muito superior a nós mesmos seria muito bem vinda num mundo marcado pela imposição artificial de cultura conflituosa. O termo foi desenvolvido inicialmente por Otto Scharmer com sua teoria U. Em resumo mostra a importância das diversas camadas de significados, no virtual (= potencial de ser), antes e depois da tomada de consciência ou presença no meio social, espiritual, etc. em que vivemos no devir (= atos de ser).

.valor compartilhado (shared value): outro conceito em voga nas organizações, depois do lançamento de A Quinta Disciplina, de Peter Senge. Segundo o Harvard Bussiness Review, o paradigma da criação de valor agregado – CSV, num mundo pluralista e globalizado, é um importante instrumento de medição dos valores que efetivamente importam em momentos de crise. Conforme últimas edições do livro (ed. Record?) a teoria U deve ser um passo seguinte na melhor compreensão desse processo (apêndice 3).

. valores orientais: Especialmente validos para alertar as falácias do positivismo mecanicista. Destacamos, em nosso contexto, Rene Guenon, autor de A Crise do Mundo Moderno, especialmente em seu diagnóstico sobre a mentalidade enraigada no ocidente (na verdade, mais precisamente, deve-se dizer, dos positivistas e cientificistas) de se medir o mundo por parâmetros quantitativos (metron na res extensa de Descartes).

24.5.11

STF atropela constituição em nome de causa equivocada

Comentário de Ives Gandra, 76 anos, após os 9 votos dos magistrados pró casamento gay:

“À luz da denominada ‘interpretação conforme’, estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes.


Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães.


Lembro-me que a idéia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.
Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse.


Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar.
Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência.
No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo -entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º)-, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual.


Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era, para os constituintes, uma família.


Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar.

Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros -e não por um homem só-, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas.” (grifo meu)

Ives Gandra é advogado, professor, intelectual, e escritor de grande bagagem jurídica e cultural, autor de dezenas de livros e participante da constituinte de 88. Neste caso da regulamentação de "casamento" de homossexuais, fica particularmente inaudita, para quem conheceu bem as grandes dificuldades de um País articular tantos interesses conflitantes e precavendo-se com importantíssimos mecanismos de controles entre os poderes (um alerta que vem desde Aristóteles!), ver agora essa deplorável intromissão do STF na ordem sócio-política estabelecida, e sendo motivada por um grupo de interesse minoritário.

Para mim, particularmente bizarro é que por traz de tal grupo (supõem-se de 40.000), que sequer colabora para a construção do futuro de um país (porque desde sempre incapazes, pela natureza, de gerar um único brasileiro para nossa nação), existe um grupo muito menor que se diz representante deles (será que todos os homossexuais aceitam a adoção crianças para constituir "família"?) o qual provavelmente é o mesmo que fica repetidamente incutindo PLs na Câmara dos Deputado já reprovados, projetos esdrúxulos como da criminalização de um sacerdote que fizesse homilia contra o comportamento homossexual, arremedos de projetos repetidamente remaqueados, como que na tentativa de uma hora pegar a guarda mais favorável a seus interesses em detrimento da grande maioria.

Percebi essa situação pessoalmente ainda que numa pequena amostra do enorme vai e vem de emendas e PLs no Congresso: ao procurar o andamento do projeto de homofobia um atendente administrativo da Comissão pertinente comentou: rapaz, nesses dias tem vindo aqui um monte de sujeitos interessados na aprovação desta PL e você foi o único manifestamente contra a aparecer, cadê os demais interessados do outro lado?

Nesse contexto já difícil no País, de maioria comodista e minoria ativista, de minorias atuantes com ideais próprios de mundo melhor mas também de mensaleiros e lobistas capazes de antecipar projetos de seu interesse em detrimento das dezenas de milhares de projetos de lei que ficam na berlinda por falta de tempo para avaliação, vem os iluminados do STF dizer que estão resolvendo o que supõem como ainda não resolvido pelo legislativo! Desses milhares de projetos em espera para discussão qual o próximo que o STF vai içar para ele próprio resolver e depois jogar o abacaxi supostamente descascado de volta ao legislativo?

O pior de tudo, projetos de grupos que obedecem a um padrão ao qual já está ditado, escrito e pré-programado, pelo partido que detém o poder e usa a poderosa máquina estatal brasileira para manipular todos os três poderes, que é o PNDH3, do PT! O projeto estatal-socialista tem pressa, o legislativo que se vire para atender a nova ordem jurisdicional dada.

E ainda o pior do pior possível, um grupo que, por sua vez, está atendendo à cartilha de grupos de poder global que ditam as regras de comportamento ideologicamente formulados, como o FCR (Federação que consegue confluir ideologicamente aparentes disparidades como Fernando Henrique Cardoso e o Garcia do toc-toc do PT), Grupo de Bilderberg, Fundacão Ford, Rockfeller, Unicef, etc., que por sua vez são ditados por, talvez, uma dúzia de iluminados da elite da elite intelectual e econômica mundial, trabalhando a séculos por seus projetos de "paraíso" na Terra.

Pois o sonho dessa elite deve ser justamente o de ter um super super Estado-Juiz que passe a ditar todas as regras para os executivos e legislativos de grande número de nações!

Como não vemos maiores reações do legislador hodierno, agora os mega-capitalistas já têm um modelo de uso da esquerda para burlar a estruturas democráticas de distribuição de poderes, encontrou-os na inocência-útil de magistrados brasileiros.

20.5.11

Educação religiosa e laicismo

Professora da UnB menospreza educação religiosa em favor do Estado laico

Imaginemos a situação: alguém anda, caminha pensativo em rota de fuga de uma cidade a outra. Aproveita para meditar sobre os rumos de sua vida diante da ocorrência de um evento inesperado, de enorme repercussão, que pode mudar seus direcionamentos, sua postura e até suas convicções anteriores, mais ou menos enraizadas. Diante de tal situação certamente seu posicionamento vai depender de uma boa dose de reflexão, e também de uma boa fonte de informação, se possível aquela que lhe permita refletir melhor sobre as coisas todas, não apenas de seu operacional, aqueles melhores princípios, valores, experiências de vida, tradições familiares e até de todo um povo ou civilização. A quem recorrer? O Estado ou a Igreja? O reitor da Universidade ou o Líder comunitário? Os parentes e afilhados ou amigos de juventude? Independente das opiniões a decisão final é sua porque também sua a liberdade e a responsabilidade de assumir as repercussões dos nossos atos.

Talvez por isso Platão reconhecesse que, diante da impossibilidade de se conhecer a totalidade dos acontecimentos que nos cercam, o homem não adquiri verdadeiro conhecimento de simples absorção de informações (e sabe se lá em que condições produzidas) e sim de informações criticadas, contextualizadas, confrontadas, dialetizadas, enfim dialogadas entre sábios e aprendizes (afinal, para os gregos conhecimento equivale a sabedoria) numa dinâmica que está sempre adiante da expressão escrita. Foi além e intuiu o conhecimento como algo formulado em nossas mentes como juízos. Um juízo de valor coerente com algo maior, que não entende plenamente, porque vinda de antepassados ou dos deuses, mas aceita e assimilada como algo melhor do que a opinião do vizinho da caverna do dia a dia, conhecimento como Crença Verdadeira Justificada (ainda que não tenha explicitado exatamente dessa forma) e educação como aprendizado das melhores crenças, alimentada por fontes externas, da luz exterior à caverna do devir, e dessa forma o homem superaria a prisão dos seus algozes. Quando Platão dirigiu-se a Creta, pela terceira vez, na tentativa de ainda convencer o (ex)amigo, e a cada dia que passava, mais um tirano (O Estado sou eu), a implementar seus ideais de justiça e sabedoria filosófica, foi execrado, ignorado, abandonado a própria sorte, quase morreu na mãos de mercenários. Mas quando voltou a Atenas não se intimidou, montou sua Academia, e fez Escola de vergonha*.

Retornando a nossa atual condição, a educação perdeu a figura do mestre ou mentor, mas a necessidade de educação humana em sua integralidade continua. Mais do que nunca, depende-se de uma extraordinária base critica para superar as barreiras impostas por novos algozes, redobrada por uma crise de identidade, competividade desenfreada, desejos insaciáveis, reprimendas inimagináveis. Queiramos ou não, não existe saber puro, isento, continuamos movidos por valores e crenças, mesmo que sejam crenças no Estado, na ideologia, na tecnociência ou mesmo na benevolência dos poderosos carismáticos na lide com as massas, porem sumamente gananciosos. A educação massiva ganhou público mais amplo possível, mas perdeu qualidade, capacidade critica e agora, a depender de muitos, a fé em qualquer coisa que não a produzida e estabelecida pelo MEC, num Estado super-presente. Perde-se ainda na capacidade de julgar, estabelecer critérios próprios baseados em valores maiores, anteriores ao cipoal de poder, dominação e violência que desmoronou sobre nossas cabeças....tudo isso pode ser genericamente expresso na palavra laicismo.

Então como a educação geral dos jovens pode ajudá-lo a sair das cavernas de hoje? A depender da Professora Maria Diniz, nossos jovens vão ficar mesmo entregues à total tutela dos esquemas do Estado laico. Esta antropóloga da UnB já é conhecida por seus trabalhos de pesquisa (bastante polêmicas) sobre o comportamento social em base antropológica e em tese de pós-graduação na qual faz uma avaliação das mulheres católicas “do lar” para concluir que... as mesmas são as mais “oprimidas” entre as famílias brasileiras (!??). Não consegui ler sua tese. Procurando no acervo da biblioteca não o encontramos mais, não sei o porquê. Entrementes, pela forma de argumentação pública, em jornais e revistas de grande circulação, dá para inferir o grau de sofisma de sua retórica argumentativa, tirando conclusões completamente indevidas, transmudando, pela suposta competência acadêmica, opiniões e ideologias em verdades insofismáveis. Em recente entrevista à Isto É a professora e escritora reconhece que o ensino religioso está previsto na Constituição mas, no mesmo viés argumentativo, alega que a religião não tem “conteúdo necessário para a cidadania”, alega impossibilidade de transmissão de conteúdo teológico (quando na verdade e uma forma de ciência ou saber universal) alegando que as religiões afro-brasileiras (uma pequena minoria) não tem composição de uma teologia formal (então pior para quem tem?), isso para evitar privilégios de um denominação religiosa. Alega que é preciso subordinar-se a um pacto político e que a religião não é anterior ao político, e propõem total ruptura entre ensino laico e religioso.

Ora, pensando bem, na prática, se for para distribuir o pouco tempo disponível de aula (normalmente uma hora por semana) com tudo quanto é seita que segue abrindo as portas por aí, nivelando tudo por igual, do católico ao candomblé, melhor não ter nada mesmo. Mas então, vamos entregar a totalidade da educação formal ao Estado?

O que o Estado entende de sabedoria humana? O que o chefe da casa civil de um partido como o PT e seu Programa de Partido (o PNDH3), entende de moral, sacralidade e mesmo de direitos humanos? Como fica a proteção das crianças ao infanticídio de algumas “tradições” indígenas, ou de práticas de magia negra em agremiações africanas, ou dos nascituros frente a sistemática ideologia hedonística da mãe-dona-de-seu-corpo? E a coisa vai se estendendo para eutanásia, adoção e educação infantil por homossexuais, etc., etc.

Diante de situações limites, tendemos a fechar-se na circularidade dos acontecimentos circundantes, perdendo a noção de valores que superam o próprio evento... No caso de nosso caminhante em fuga, pode bem ser a dos Emaús, em fuga de Jeruzalém. Conversavam entre si sobre as desgraças recentes que resultaram na crucificação de se Mestre, Jesus, mas foi preciso que Ele próprio aparecesse, sem ser reconhecido, para explicar como tudo já estava, de certa forma, previsto nas escrituras. Eles se consultaram entre si, mas não souberam superar a opressão do poderio (político e educacional) dos fariseus e dos romanos, mesmo depois de conviverem com Cristo. Essa bela passagem mostra uma extraordinária pedagogia: a de como embotamos o raciocínio diante de um evento que damos por estranho, inaceitável, quando na verdade estamos como que circularizando o raciocínio* em esquemas ideológicos, tentando encaixotar a realidade objetiva - por exemplo, o abdicar de transformação imediata e violenta por uma mudança gradual e consciente e, principalmente, no cristianismo, a vida eterna, em esquemas pessoais e corriqueiros (no caso dos judeus publicano o messias como libertador político da opressão romana). Era preciso fazê-los enxergar por suas próprias forças, com fundamentação histórica, cultural e, claro, religiosa.

É possível fazer isso sem se apegar a uma denominação específica? Fazendo miscelânea de religiões e seitas da hora? Ou, pelo contrário, infundindo interpretações genéricas de sagrado e profano em contextos ideológicos, marxistas, ou seja lá qual mais? Ia esclarecer ou confundir mais!

Mario Ferreira dos Santos, um de nosso mais ilustres (e desconhecido!) filósofo e teórico da educação propugnava uma educação robusta que, através de uma lógica demonstrativa, axiológica e de dialética includente**, pudesse convalidar um raciocínio critico sem criticismo, cético sem ceticismo, lógico sem logicismo, e fosse capaz de transmitir conteúdo fático, phático, e vivencial, aqueles que efetivamente provocam patência, vontade (interior) de mudar na realidade concreta da pessoa humana. Ainda estamos muito longe de ter uma educação formal nesse nível, mas as recentes inserções da filosofia e da teologia podem pelo menos despertar no aluno o interesse por algo mais que as fórmulas pré-programadas do Estado e de seus burocratas do ensino.

A depender de nossos educadores pós-modernos, em vez da necessária visão integrativa num mundo de múltiplas idealizações e crescentes desejos de satisfação pessoal, teremos o recrudescimento de antigos antagonismos racional-intuitivo, pessoa-coisa, poder-alienação, etc. Isso não é apenas equivocado é uma visão torpe e reducionista que só pode intimidar a cidadania participativa e fortalecer o papel do grande Estado protetor diante do indefeso e desalentado homem massa.

* Pensadores contemporâneos como Karl Popper fazem duras criticas a Platão por considerarem que o seu ideal de justiça favoreceu a busca de soluções num Estado forte em detrimento do individuo e, nesse sentido, seria precursor do laicismo. Existe controvérsia quanto a característica laica de seu pensamento, mas há fundamento quanto a preponderância do estatal (coletivo) sobre o pessoal na política enquanto gestão do bem comum da Polis. Entretanto, o que mais marcou a vida do grande filósofo e conseqüentemente a pedagogia adotada, a que efetivamente fez Escola, foi o evento da suprema injustiça cometida sobre seu mestre, Sócrates, que morreu justamente por crer em ideais de justiça pessoal, por ter pleiteado julgamento justo, isento de comoções, e de forma individualizada sobre os seus pares.

** Em lógica chamariam isso de recurso tautológico. Os megários (séc IV a.C.) perceberam essa dificuldade, mas caíram no ceticismo. Hoje sabemos que a lógica argumentativa formal tem seus limites justamente na impossibilidade de descrever qualquer conteúdo descritivo de realidade (paradoxo do mentiroso) sem recurso a fontes externas ao seu sistema. As ideologias hoje poderiam ser dadas como sistemas auto-reflexivos que apenas alimentam outros sistemas sem fim (e sem solução). Nesse sentido as atuais ideologias normativas, ao excluírem qualquer realidade transcendente, seriam as modernas leis farisaicas (legalismo) do hebraísmo arcaico.

*** A proposta original de dialética, mais próxima ao da dialógica, de Platão, é o das proposições includentes ao estilo et... et...em vez das excludentes aut... aut..., portanto mais construtiva e que foi mal interpretada depois pelo aplicação literal do rigor lógico de Aristóteles (principio da não contradição). Santos procura mostrar como, na verdade, Aristóteles até melhorou isso, com a inclusão de discurso prático e retórico.

7.3.11

Notícias do Mundo Islamico

Destaques do que ocorre no mundo islâmico (fev/ma2011)

A
essa altura dos acontecimentos no Oriente Médio (sublevações – que podem ou não levar a revoluções ou contra-revoluções, na Tunísia, Egito, Arábia Saudita e outros da África do Norte e da Ásia Central) Obama parece querer passar-se por ignorante da política mulçumana ao pedir ainda melhores informações sobre uma suposta (grande) diferença entre Fraternidade Mulçumana e AL-Qaeda:

“Casa Branca começa a perder o medo do islão: Islamistas vão ter novas oportunidades e rivais ‘Se a nossa política não for capaz de distinguir entre a Al-Qaeda e a Irmandade Muçulmana, não seremos capazes de nos adaptar a estas mudanças." A frase é de um responsável da administração de Barack Obama e reflecte o estado de espírito com que Washington tenta olhar para as revoltas que derrubaram já dois ditadores - e aliados - no mundo árabe’.”
Shared on March 6th, 2011 from Kindle
Casa Branca começa a perder o medo do islão
in the Destaque section of PÚBLICO
by PUBLICO

Ocorre que o Sr. Obama não só tem bom conhecimento do mundo mulçumano como tem laços de afinidade com estes. Mais: tem toda uma propositura ideológica conforme podemos depreender do óbvio: quem foi seu guru? Chama-se Rev. Jeremiah Wright, conselheiro espiritual de Obama por mais de 23 anos, um radical que prega a emancipação geográfica e religiosa dos negros em uma espécie de Teologia da Libertação negra com forte conotação mulçumana. Quando, mais recentemente, chegou ao ponto insólito de dar como causa do 11 de setembro o próprio povo americano (branco), obviamente Obama passou a negá-lo, evitando qualquer associação pessoal e ideológica (assim como conseguiu que o Congresso Americano proibisse e a investigação de seu passado pessoal!)

http://www.wnd.com/?pageId=267361
(tradução pode ser vista em http://www.juliosevero.com.br/, a quem devemos os créditos da informação)

Um sinal da permanência de postura radical da Irmandade Mulçumana foi a ruptura da facção mais branda, nos anos 90:

“El líder de Wasat, Abu Elela Mady, se separó de los Hermanos Musulmanes, la organización religiosa pionera del activismo político e ilegal desde 1954, a mediados de la década de los 90, por desavenencias ideológicas y para encabezar una plataforma más centrista y más abierta. Pero cuando trató de registrarla, lo único que consiguió fue que le metieran en la cárcel.”
Shared on February 20th, 2011 from Kindle
La justicia de Egipto legaliza un partido islamista moderado
in the Internacional section of El País
by G. HIGUERAS

Durante o período de rebelião no Cairo noticiou-se que apesar de os membros da Irmandade representam apenas 10% da população egípcia (outros falam em 20%) conseguiram conquistar 25% das vagas do parlamento. Se conseguiram ¼ do parlamento em período de ilegalidade o que não conseguirão quando estiverem em plena atividade?

“Los Hermanos Musulmanes también tienen previsto solicitar su registro como partido político, aunque esperan para ello a la reforma constitucional que realiza un comité de expertos y que debe anunciarse la semana próxima. En las elecciones de 2005, las más liberales del periodo de Mubarak, los miembros de la hermandad se presentaron como independientes y obtuvieron casi un cuarto de los escaños del Parlamento. Los militares pretenden celebrar un referéndum para la aprobación de la reforma dentro de dos meses.”
Shared on February 20th, 2011 from Kindle
La justicia de Egipto legaliza un partido islamista moderado
in the Internacional section of El País;
Segundo El Pais pode-se elencar tres perigos de ruptura (reverssões de cenário imprivisíveis): "revolução" laica liberal comandada por alguns, como Ayman Nur (líder da oposição que mudou de idéia repentinamente, passando a hosilizar o tratado com Israel), a assenção do poder de liderança religiosa islamica (equivale dizer: Irmandade Mulçumana) e a premanência do atual poderio do exército egípcio...

“La segunda tiene que ver con esos Hermanos Musulmanes que, lo repito, han sido los grandes ausentes del levantamiento, pero nada permite descartar que vayan a intentar, como el zorro de la fábula de La Fontaine, hacerse con su control después. Y, sobre todo, nada permite afirmar que hayan cambiado tan profundamente como explican esos distinguidos islamólogos que vienen encadenando patinazos y errores de análisis durante los últimos 30 años. Porque ¿qué dice exactamente la dirección de la hermandad? ¿Qué nos revela no tanto la decisión táctica de ceder provisionalmente el turno, sino su ideología profunda y su proyecto de sociedad? ha renunciado a la sharia? Se ha alejado de Hamás? Y de Sayyid Qutb, teórico moderno de la yihad y, mientras no se demuestre lo contrario, su principal guia intelectual?”
Shared on February 20th, 2011 from Kindle
Preguntas sobre la revolución egipcia
in the Internacional section of El País
by BERNARD-HENRI LÉVY

A imprensa em geral (de massa) vê com bons olhos a participação de outro possível líder, um prêmio Nobel, na “revolução” egípcia. Entretanto, nesse depoimento feito ao El Pais o premiado egípcio, muito cotado para eventual eleição presidencial, parece ignorar os notórios vínculos externos da Irmandade Mulçumana com tais ideólogos e demais lideranças teocráticas (!):

“...Trabajo con los jóvenes y me coordino con los Hermanos Musulmanes, no porque tenga su ideología, sino porque están organizados y coincido con ellos en mover el país hacia la democracia y en incluirles en ella, ya que representan el 20% de la sociedad.
P.: ¿No le preocupa que los Hermanos Musulmanes secuestren la revolución?
R.: No. No son mayoría y se han pronunciado a favor de un Estado civil o laico. Lo importante es que la nueva Constitución tenga líneas rojas, como que el Estado no sea religioso. Ese ha sido el bulo de Mubarak que Occidente se tragó.”
Shared on February 20th, 2011 from Kindle
"Hay que acabar con el régimen"
in the Internacional section of El País
by GEORGINA HIGUERAS

Enquanto isso o vizinho, principal centro irradiador do islamismo, a liderança teocrática maior, berço de Meca e Medina, se previne com toda força de seu totalitarismo: protesto na Arábia Saudita é reprimido com vigor e rapidez germanica (mesmo com redes sociais):

...”As forças de segurança (do governo saudita) tomarão todas as medidas necessárias para prevenir qualquer tentativa de perturbar a ordem pública...ao anúncio segue-se a uma série de pequenos protestos da minoria xiita ocorridos nos últimos dias no Leste do país e a informações não confirmadas de uma acção semelhante numa mesquita de Riad, na sexta-feira. Para o próximo dia 11 foi convocado, via Facebook , um "dia de raiva" e para dia 20 internautas agendaram uma "revolução saudita".
Público, 05.03.2011.

Agora, no outro vizinho belicoso, Obama ainda decepciona em proteger os rebeldes da Líbia da fúria de Khadafi: faz pouco para bloquear o governo tirano, assim como seu colega liberal Clinton nada fez quando mais o povo libio precisara de apoio dos EUA:

“Khadafi perseguiu ferozmente os islamistas. A quase totalidade dos seus presos "políticos" eram na realidade dissidentes religiosos. E quando, em 1996, mandou matar os detidos da prisão de Abussalim, em Trípoli, que se amotinaram, o que fez na realidade foi criar mais de 1200 mártires islamistas
Islamistas radicais vieram do Egipto para ajudar os líbios "com o coração" e lutar pela lei de Deus: Público, 05.03.2011;
“Occidente conoce desde hace decenios los crímenes contra la Humanidad y las conspiraciones terroristas del régimen de Gadafi, muy en particular la masacre de Abu Selim de junio de 1996, en la que se mató a tiros a 1.200 presos políticos después de que protestaran por las condiciones carcelarias. Aun así, no hubo una investigación internacional, principalmente porque los intereses petroleros pudieron más que el ultraje moral. “
Shared on March 1st, 2011 from Kindle Occidente les debe protección a los libios
in the Internacional section of El Tiempo;
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Por traz desse caldeirão de interesses mesquinhos do ocidente no mundo árabe a situação da Líbia parece demonstrar o stopim de hipocrisia ocidental: durante nada menos que 40 anos fechou-se s olhos para os crimes de kadafi (Gadafi) en troca de barganhas, pricipalmente petróleo, e também visando mitigar a imigração para uma Europa que sofre de sua própria estupidez: a regressão demográfica que ameaça a perenibilidade da cultura cristã.
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Enfim, se, independente das diretrizes ímpias dos governantes cristãos e de radicais islamicos, o cidadão árabe médio, seja sunita, shiita, cristãos copta e outros mais tentam conviver pacificamente e sonham pela democracia e liberdade, articulando sonhos e esperanças pelas redes sociais, que contribuíram muito para libertação de Mubarak. Há que se relevar, entretanto, que esta mesma rede pode ser usada por parte dos agentes do governo tirano, como instrumento de repressão muito eficiente. Eis um exemplo de ciberpolícia feroz: vinda de um regime da Ásia Central:
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"Os participantes da rede correm grande perigo...O moderador do fórum online Arbuz.com - instalado em servidores fora do país e muito crítico do regime uzbeque - avisa todos os seus visitantes logo à entrada do website sobre a hipótese de serem detidos. ‘Não devem nunca e em nenhuma circunstância aceder ao fórum quando estão no Uzbequistão. (...) Quero que estejam em segurança e, por isso, aconselho-vos a levarem esta minha mensagem muito a sério’, explica.”
Shared on February 20th, 2011 from Kindle
Será muito difícil fazer revoluções Facebook para derrubar os regimes da Ásia Central
in the Mundo section of PÚBLICO
by PUBLICO


Não pode ser o protótipo do que nos espera num possível mundo da ditadura global de amanhã?

3.3.11

16 Parresía: “Crises na Fé” « Christo Nihil Praeponere

Site do Pde Paulo Ricardo Azevedo

Com coragem e determinaçãa de quem bem sabe em que pé as coisas andam num mundo de busca caótica por um culturalismo verborrágico global. Hoje uma referência filosofica e religiosa indispensável.

Veja audio sobre a atual crise de fé (e da razão...)

16 Parresía: “Crises na Fé” « Christo Nihil Praeponere

24.12.10

Comunicar vivência humana cristã implica visões de mundo

Reproduzimos Linguagem Instrumental de Massa ou Educação Humana Integral?

Algo de muito errado anda acometendo a educação de nossos filhos, na típica família da classe média brasileira.

Os pais, produtos do ambiente competitivo e globalizado, parecem reproduzir quase mecanicamente o discurso da mídia e da tecno-ciência predominante, aquela que paradoxalmente necessita de serviços de alta qualidade com honestidade e lealdade, mas que ainda repete o paradigma obsoleto, mecanicista, de eficácia operacional, laicidade e competição individual.

Apesar da forte origem industrial pós-guerra, as tendências mais recentes tem sido de buscar participação, criatividade, iniciativa, etc., no ambiente mais propício das novas tecnologias brandas, não intervencionista, como as redes sociais, interatividade, complementariedade, ante os excessos de especialização e descontextualização do conhecimento (inclusive do óbvio: onde queremos chegar?).

Mas, quando ocorrem conflitos dentro do sistema, prioriza-se a eficácia operacional e a obediência ao status quo, e as mudanças necessárias vão sendo adiadas.

Nas famílias esta situação de certa forma se repete: os pais cobram a educação formal, que por fim se resume à soma dos pontos das disciplinas no boletim. Mal conseguimos conter a ânsia de ver o filho engolir toneladas de informação em cada disciplina, separada, para obter o diploma e, se possível, um concurso de boa remuneração. A princípio transmitimos valores perenes, mas quando o jovem não corresponde na velocidade que achamos o melhor, começa o pseudo-conflito entre “teoria e prática” e, para não perder o status quo, logo optamos pelo “prático”.

Ocorre que a educação é um processo formativo que detém certa unidade orgânica dentro da diversidade de conhecimentos teóricos e empíricos e, nos entes, essa unidade integrativa, de percepção de realidade em seu todo, parte de uma motivação interior, um esforço sincero para apreender a essência das coisas mesmas, independente do influxo desmesurado de informações e ideologias. Segundo Olavo de Carvalho a formação vem em primeiro lugar de dessa motivação, insubstituível. O educador é apenas um facilitador, mas alguém também insubstituível em seus devidos papéis, que vão muito além de provedores de “conhecimento prático”, com resultados que escapam de nossas supostas “intenções sábias”.

Nesse apoio, os pais devem expor os melhores caminhos a seguir, conforme sua experiência e formação interior, mas devem estar atentos para não induzir a próxima geração a serem meros imitadores de supostas soluções “práticas”, cientes de que vivemos uma geração cheia de conflitos e contradições, por melhores intencionados que estejamos. Em vez de querer manipular o destino do filho, regras básicas de educação parental deveriam ser respeitadas: o “façam o que digo mas não façam o que faço” é uma das primeiras percebidas pelos jovens. Se cobro prática de esportes, devo por primeiro praticar esporte com afinco e entusiasmo, para transmitir tal motivação. Se cobro valores, devo apresentar conduta ilibada com o prazer de saber que dou o melhor de si e saber me situar no contexto histórico e religioso, inclusive alertando para más influências de onde quer que essas possam vir, seja do discurso político da corrente ideológica preponderante (nesse tempo de petismo), seja do parente próximo que se arvora (e aos próprios filhos) aderir aos “novos tempos”, como se assuntos de moral e ética estivessem a mercê de contingências individuais e do relativismo.

Se cobro estudo, num ambiente de excessiva especialização e massificação da informação, devo me aplicar ao estudo mais abrangente, que permita complementar a precária educação formal brasileira e mostrar e demonstrar os perfis universais por traz dos interesses meramente massificantes e alienadores, inclusive em assuntos de moral e política.

Mas no fim de tanta cobrança, o que permanece é a adesão interior inalienável no sacrário das consciências.

Venho de uma geração, típica de nosso tempo, de jovens marcados pela ambigüidade, ora de desmedida ambição pessoal, ora de excessiva alienação tipo “não vou mudar o mundo”, e pelo pragmatismo hedonista e narcisista ao estilo carpe diem, muito conveniente ao sistema político laico, descompromissado com a ética. Mas, diferentemente de muitos de meus “amigos”, em tempo, por uma disposição pessoal interior, optei pela formação cristã ampla e influente, que não se restringe ao intimismo privado e “pragmático”. Busco a formação humana integral e o sentido de missão e engajamento orientado a um fim último (ainda que por vezes apenas alcançável na eternidade), além da dedicação profissional hodierna.

Infelizmente as contradições se reproduzem nas famílias, os conflitos entre gerações se perpetuam, e desnecessariamente reproduzem-se lamentáveis oposições entre tradicional e pragmático, a essência das coisas e sua operacionalidade, a busca de valores maiores e permanentes (uma demanda de esforço pessoal) e ganhos financeiros imediatos (um convite para o egoísmo), a educação cordial, mas firme e objetiva, e aquela impositiva e adstrita a uma circunstância ou a um interesse imediato, quiçá meramente doméstico, que logo perde sua autoridade...

Como em tudo há a Comunicação, os melhores ensinamentos virão das melhores perspectivas ou visão das coisas: ora de visão mais sistêmica e integrativa, ora mais pragmática – jamais no meramente instrumental. A humanidade caminha num processo de crescimento espiritual que é uma escalada de agregação de significados ou conhecimentos que agregam valor: a base de sustentação de como o sujeito consciente percebe o real objetivo a ser comunicado, visão que está muito acima do conhecimento instrumental. Segundo a Irmã Dra. Maria Joseph, uma especialista em linguagem clássica e shakespeareana, neste processo, a verdadeira comunicação deveria ser aquela que expressasse a funcionalidade da linguagem: pensamento, volição e emoção, em seus mais diversos graus de significação e complexidade.

Os pais ainda são (e sempre serão) os que melhor transmitem o conhecimento valorativo, tácito, conveniente ao grau de aprendizagem vivencial da criança no ambiente familiar, algo que nenhuma máquina ou sistema político pode substituir... Neste processo os melhores valores, aqueles que são possíveis de transmitir, serão aqueles que congreguem harmoniosamente mistos de cognitivo, do afetivo e do motivacional (de boa vontade), que provêm de juízos virtuais formulados na mente sã e consciente: uma “virtualidade” que se adquire com experiência e sabedoria!

Valores praticados em atos, coerentes desde as mais remotas intenções. São visões de mundo, mistos de virtual e atual que se concretizam como cultura formativa, a vivência de facto do homem virtuoso e participativo...ou (!), conforme São Tomas de Aquino, em seu oposto cruel, os contra-valores: ideais de congregação de interesses passionais e egoísticos que, por impossível, vão gerar tão-somente violência.

Os jovens já não percebem essa realidade na pele? Quando eles mesmos não se tornam promotores, certamente sofrerão de alguma forma de violência, e esta será maior quanto maior o ocaso e a falta de “visão de mundo” das famílias...

É lamentável ver famílias se desagregando por visão conflitiva, de suposta oposição entre o agir magnânimo, e por vezes ufânico, e a visão prática e pragmática, por vezes restrita e imediatista. Sabemos que a grande maioria das famílias mantêm tradições e crenças saudáveis, mas com o tempo se perdem em miríades de desvirtuamentos, visões míopes, interesses fantasiosos ou mesquinhos. Enchem-se de cobranças desmesuradas num momento para no momento seguinte se exaurir de cansaço e entregar-se ao divertimento excessivo, seja na comida, no futebol ou em videogames... Conforme o andar da carruagem, entregarem-se ao consumismo ou a um vale tudo de troca de culpas e farpas... e mínima solidariedade.

O Brasil é hoje um dos países mais violentos do mundo, com a marca de 50.000 homicídios por ano e, apesar dessa dura realidade, parece que continuamos herdando o espírito individualista dos ibéricos no trato dos problemas sociais e, pelo menos formal e institucionalmente, praticamos um mínimo de filantropia, ao contrário dos países de origem anglo-saxônica. Uma visão de mundo que precisa mudar com urgência.

Nesse Natal, assim como o ambiente sóbrio, contemplativo e silencioso de Belém, gerou-se o menino Deus, que as famílias brasileiras reflitam melhor o ambiente em que querem transmitir o melhor de nossa vivência às futuras gerações.

Fonte: www.paradigmas21.blogspot.com

Brasília, dezembro de 2010.

3.10.10

Rede Globo desdenha democracia em favor de marketing próprio

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Todos os que assistiram perceberam que, os quatro debates dos presidenciáveis, anteriores ao da Globo, estavam contaminados pela excessiva parcimônia e tapinhas de luvas entre os adversários, demonstrando a rigidez da fidelidade dos candidatos aos ditames dos seus respectivos marketeiros. Entrementes, se nos debates anteriores muitas questões importantes foram abordadas superficialmente, no quinto e último debate, comandado pelo mauricinho do Boner, a sensassão era de um palco de encenação dos presidenciaveis com a tutela do "mediador-light-imparcial".

Denotando excessiva preocupação com o "padrão globo" de performance visual e estereotipada, o mediador parecia era ansioso por terminar o debate o mais rápido possível, como que para não dar margens a surpresas ou novidades, tão próxima como já estavam da eleição. Não estaria por traz disso a recomendação do editorial da Globo, no sentido de não criar qualquer fato novo numa eleição marcada por escândalos "de última hora"? Tanto é que, apesar da emissora ser uma concessionária pública que detém a maior audiência em matéria de notícias, ignoraram seu papel informativo e inquiridor ao recusar a participação de jornalistas.

Ademais, porque um debate tão em cima da hora? não bastou as atrapalhadas da Justiça em decidir e deixar de decidir assuntos prementes com a lei da ficha limpa, no fio da navalha?

Willian Bonner parecia um boneco, um fantoche, ou melhor, um avatar dos editores do Padrão Globo, cuidando o tempo todo de dar um ar de imparcialidade, neutralidade, limpeza germânica, utilitarismo tecnológico, formalismo fleumático, processual: enfim, um robozinho enfadonho que deve ignorar taxativamente as variantes de temperatura externas ao recinto de sua perfeitinha e asséptica Rede Globo. Indiferente ao sobe e desce do calor e da frieza de uma campanha marcada pela desproporção entre os escandalos e a superficialidade no trato deste assunto e muito outros, menos ainda das questões complexas e problemáticas que o Brasil merecia ver discutido.

Mas não foi assim desde o começo da campanha eleitoral? Criaram um aviãozinho bonitinho e moderno voando aleatoriamente, a esmo, independente de se o munícipio sorteado representasse um grande parque agropecuário de exportação, ou uma minúscula cidadela perdida no meio da Amazônia. Para os editores da Globo isso é irelevante, o importante é, tal como no bolsa familia, atender às "necessidades" imediatas, colhidas ao léu. Eleitor não precisa pensar demais os problemas do Brasil, as imagens revelam melhor que essa complicação de ideais, valores, paradigmas. Essas coisas não combinam com o perfil de seu novo grupo de espectadores: a nova classe C que está emergindo da D, neste cenário econômico favorável.

Se o desenvolvimento econômico se deve a fatores externos (mercado favorável) ou internos (suposta performance de Lula), pouco importa. Não há mais muito o que refletir, a Globo já sabe o que é melhor para você! Para que antecedência em debates? isso é para aquelas outras emissoras xulés, para Globo o que importa é a imagem performativa que perdure no consciente do espectador no dia da eleição, a imagem do padrão global de muita tele e zero jornalismo informativo...

31.7.10

Células embrionárias - Mayana Zetz reconhece fracassos

Mayana Zetz reconhece a ausência de resultados com células tronco embrionárias:

"Esse primeiro estudo vai servir para avaliar a segurança das células-tronco. Se houver melhora ótimo, mas não é essa a espectativa"

Afirmou a pesquisadora por ocasião da primeira tentativa de aplicação de células embrionárias em paraplégicos, aprovada nos EUA esta semana.

A defensora das pesquisas, e consultora predileta do Rede Globo, parace ignorar a desproporção das tentativas infrutíferas deste tipo de pesquisa, em relação aos avanços das células adultas em vários anos de pesquisa e uso prático. Inclusive o melhor dos resultados que se avizinham no horizonte das pesquisas sérias, conforme informa a mesma reportagem da Folha:

"já é possível reprogramar células adultas para que se comportem como imaturas, eliminando a necessidade de destruição de células embrionárias."

fonte: folha on line (31.07.2010)

13.6.10

A sociedade dos controles - preparação para o governo mundial apóstata


O alerta vem de jornalista e filósofo brasileiro, radicado nos EUA, Olavo de Carvalho. Deve saber do que está falando! Vejam o que rola por lá:

"...Não satisfeito com o tremendo acréscimo de poder que essas medidas lhe dão (controle de uso de armas por cidadãos americanos), o governo Obama, através da FDA (Food and Drug Administration), vem ajudando a promover o Codex Alimentarius – plano da ONU para colocar a produção mundial de alimentos sob controle direto e estrito da burocracia internacional e de meia dúzia de macro-empresas globais. Os projetos de lei HR875, HR759 e S425 proíbem até mesmo a livre produção de alimentos para consumo doméstico ou comunitário, e tornam crime a chamada “alimentação natural” – plantar cenouras, beterrabas, batatas, etc. sem fertilizantes, antibióticos e o que mais as autoridades determinem. Pelo Codex Alimentarius, cada galinha criada em fundo de quintal terá de ser registrada em órgãos do governo e alimentada com aquilo que o governo escolha. As penalidades incluem prisão do culpado, apreensão dos produtos considerados ilegais e desapropriação da terra onde seja cometido o “crime”.

Uma das empresas mais empenhadas na aprovação do projeto é a Monsanto. Quando o ativista de esquerda José Bové, participante do Forum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre, promoveu a destruição de mil acres de transgênicos dessa empresa no Rio Grande, todos os nossos liberais e conservadores protestaram, em nome da liberdade de mercado. Lamento informar: descontados os meios ilegais com que fez o seu protesto, Bové estava certo, mesmo sem saber por que. A Monsanto não tem nada a ver com liberdade de mercado. Tem a ver com o socialismo burocrático mundial.

Para completar, o senador democrata Jay Rockefeller, membro da família que controla o CFR (Council on Foreign Relations) e por meio dele a política americana, após ter feito a espantosa declaração de que o maior risco para a segurança dos EUA não é o terrorismo, nem a China, nem o tráfico de drogas, nem a imigração ilegal, e sim a internet – declaração que num primeiro momento pareceu apenas um abuso de excentricidade –, passou das palavras à ação, apresentando, na semana seguinte, um projeto de lei que coloca a rede inteira sob controle direto de órgãos da presidência americana.

Tecnicamente – e creio ter demonstrado isso em sucessivos escritos e conferências –, uma revolução define-se como um projeto abrangente de mudança social e política a ser realizado mediante uma concentração anormal de poder. Uma revolução nesse sentido estrito – uma revolução de dimensões mundiais – já está em avançado estado de realização nos EUA. O fato de que a maior parte da população e até mesmo das classes letradas nem mesmo perceba isso enquadra nitidamente o fenômeno na categoria das “revoluções desde cima”, tal como descrito no livro clássico de Hermann Rauschning, The Revolution of Nihilism: a Warning to the West. Publicado em 1938 e referindo-se especialmente ao caso alemão, o alerta de Rauschning não foi ouvido. O meu também não será."


Comente este artigo no fórum:

http://www.seminariodefilosofia.org/forum/15


Bem entendido, para quem ainda nao foi apresentado, o tal CFR é um mostrinho de mil cabeças comandado por meia duzia de milionários hipermal intencionados.:

"O CFR foi fundado em 1921, mas resultou de uma serie de reuniões que aconteceram logo após o final da I Guerra Mundial (1914-18). Em 30 de maio de 1919, durante a Conferencia de Paz de Versalhes, o Coronel Edward Mandell House, assessor de confiança do Presidente norte-americano Woodrow Wilson, reuniu as delegações norte-americana e britanica no Hotel Majestic, em Paris. Nesta reunião, ambas as delegações concordaram em criar um "Instituto de Assuntos Internacionais", com uma filial nos Estados Unidos e outra na Grã-Bretanha, com o objetivo de guiar a opinião publica para aceitar o governo mundial e o globalismo. A filial norte-americana foi fundada em 21 de julho de 1921, com o nome de Council on Foreign Relations (CFR, Conselho de Relações Exteriores). A filial britanica, que a antecedeu, materializara-se com o nome de Royal Institute of International Affairs (RIIA, Instituto Real para Assuntos Internacionais).

....

Os recursos financeiros para o CFR vêm de empresas multinacionais, como a Xerox, General Motors, Texaco e outras, e grandes fundações privadas, como as Fundações Ford, Rockefeller e Carnegie (curiosamente, as mesmas que financiam o movimento abortista em diversos países do mundo). Os curadores dessas fundações também são, em sua maioria, integrantes do CFR. No inicio da decada de 1960, um pesquisador, Dan Smoot, descobriu que doze dos vinte curadores da Fundação Rockefeller, dez dos quinze curadores da Fundação Ford, e dez dos catorze curadores da Fundação Carnegie eram membros do CFR.

O CFR mantém laços estreitos com organizações semelhantes e associadas, nos principais países, entre as quais o Royal Institute of International Affairs, na Grã-Bretanha, e o neonato Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). O CEBRI, o correspondente tupiniquim do CFR, foi fundado em 1998, e surgiu rica e abundantemente apadrinhado de recursos publicos, repassados pelo Ministerio das Relações Exteriores e por uma plêiade de poderosas estatais, além do generoso mecenato de prestigiadas empresas privadas, ou recém-privatizadas (como a Cia. Vale do Rio Doce e a CSN), além de financiamentos externos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Curiosamente, o CEBRI tem como presidente de honra o Sr. Fernando Henrique Cardoso (do PSDB), e como conselheiro o Sr. Marco Aurelio Garcia (vice-presidente e secretario de relações internacionais do PT, assessor chefe da assessoria especial do Presidente Lula e coordenador da campanha do mesmo à reeleição). Dá pra entender que o ex-Presidente tucano e o chefe da assessoria do atual Presidente petista são socios do mesmo clube?

Além dos cargos mencionados acima, o Sr. Marco Aurelio Garcia (companheiro de Fernando Henrique no CEBRI) é o Secretario Executivo do Foro de São Paulo, uma liga de partidos e organizações de esquerda da America Latina, integrada inclusive por movimentos terroristas e ligados ao crime organizado (como as FARC). Mais que isso: Marco Aurelio Garcia (companheiro de Fernando Henrique no CEBRI) foi o fundador do Foro de São Paulo. Em 1990, a pedido de Fidel Castro, Garcia convocou na cidade de São Paulo uma reunião de todos os grupos de esquerda da America Latina e do Caribe. Na ocasião, representantes de 48 diferentes partidos de esquerda (entre os quais o PT) e grupos terroristas atenderam. Essa reunião resultou na formação do Foro de São Paulo, liderado até hoje por Garcia...."

Diante da gravidade da situação, doravante estou publicanto página adicional neste blog sobre o Governo Mundial, em pleno andamento (vejam link nesta página).

Para o homem bem informado, taias informações bastariam para se qualificar a que ponto chegamos na de insanidade ideológica.

Senão vejamos o conceito de ideologia, segundo Buzzi:

"A ideologia consiste na subjetivação da vontade de dominação. Esta apodera-se da razão humana, aninha-se (sorrateira) soberana no coração da modernidade "

O fenômeno da subjetivação da vontade de dominação é social e forma sociedades, iguais por toda parte na pretenção de domínio ... o que mais se empenham em produzir e conservar é a própria subjetividade sempre cheia de vontade de dominacão..."

Uma subjetividade moderna que tem entre suas principais metas viscerais implementar o " projeto industrial de niilismo".

"Os ideólogos são os intelectuais da subjetividade... o que pretendem não é a ciência, mas o aproveitamento do saber ( e da tecnologia convenientemente canalizada) em benefício da hegemonia do grupo social mais forte."

Buzzi, A.R. (1989, ed. Vozes)


Esses senhores laicistas tem em comum a aritimética do útil social. A medida que o homem perde os valores universais (objetivos e absolutos) e deixa de ser sujeito de transformação, passa a ser objeto de conveniência do status quo social (subjetivista e relativista), num ciclo insaciável de produção e consumo alimentado pela elite tecnocrata mundial.

Algum filósofo brasileiro aqui mesmo está atento ao que esta acontecendo?

Bem, quem sabe depois da Copa...


Murilo Veras

Brasília